terça-feira, 24 de abril de 2012


Quando eu penso no que vou escrever eu me pergunto: de que me serve a escrita? o que farei com as palavras? quem se importa com elas? Passo então a imaginar um papel em branco cheio de linhas ansiosas para serem preenchidas....
Mas, o que vejo nesse papel são rostos de pessoas que nem sei quem são e nem o que querem.... desisto da escrita.... desisto da caneta. Pego uma música e tento cantá-la, mas ninguém me ouve... volto, olho o papel e vejo que aqueles rostos estão rindo porque ainda sou apenas uma criança que habita o mundo das fantasias....

sexta-feira, 20 de abril de 2012







Vivas à poesia!!
à mágica do amanhecer....
do passar das horas
o tic tac do relógio
Vivas aos anos que se foram!
que deixaram suas marcas nos cabelos,
na pele, na sabedoria....
Vivas à amizade que durou!
mas que se foi
ao amor que não ficou
aos sonhos que não tive.
Vivas às coisas impossíveis!
mas sentidas
os beijos não dados nem recebidos
ao caminho que não escolhi.
Vivas para ela, a eternidade!
que agora me cobre com seu manto brilhante....

sábado, 24 de março de 2012


Sonhei que eu pairava, tal qual uma nuvem, sobre o rio sagrado da Índia.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Nesse natal conquistense não deixem de visitar o memorial Régis Pacheco. Lá, além de várias formas de representação da arte natalina, existe um espaço para a exposição de mini-presépios. Estes, são produções de artistas que procuram inovar o maior tema do natal que é o nascimento de Cristo. Dentre eles, eu e o artista Gilvandro, estamos apresentando dois mini-presépios com temáticas que resgatam as raízes conquistenses. Um é o sertanejo (cénario que mistura a seca e o trabalho em argila) e o outro o indígena (peças em barro que retratam uma aldeia).
O memorial estará aberto para visitação a partir do dia 15.
Apreciem e votem em nossas artes.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Quem foi que ousou falar sobre rosas?
Quem roubou flores no jardim suspenso e bebeu da água dos rios doces do centro do mundo?
Quem foi o poeta que escreveu sobre olhos e tristezas?
Não há. Oh não há dores nas cores do amor.
Rosas são poesias, jardins são versos e rios são prosas.
Doce é olhar eterno daquele que sabe ver.
Ver o sentimento no desabrochar da flor,
que carrega em teu seio calor e aconchego.
Quero em teus espinhos sentir os céus e viver no paraíso infernal.
Quero ver-te rosas, pintadas de amores alegres.
Ver o teu ser cantante, ver os teus passos indo embora.
Quero ver-te rosas, flores e luzes, amor e saudade.
Quero! rosas, falar sobre tu. Gritar ao mundo
Não posso!
Agora não pode ser.
Não posso! rosas... falar de tu.
Mas em mim não sei o que é não falar sobre rosas....
Rosas sem pétalas...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Há sempre um caminho para percorrer...
Uma brincadeira para inventar...
Uma luz para iluminar os que andam na escuridão...
Há sempre um pensamento para surgir...
Uma palavra pra dizer...
Um colo para o aconchego...
Um amigo para ligar...
Uma boca pra beijar...
Há sempre uma possibilidade para mudar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ECHOES...


Ecos

Lá no alto o albatroz pára imóvel no ar
E bem debaixo de ondas agitadas
Em labirintos das cavernas de corais
O eco de uma maré distante
Vem projetar-se sobre a areia
E tudo é verde e submarino
E ninguém nos apresentou á terra
E ninguém sabe o “onde” e o “por quê”
Porém alguma coisa encara
Alguma coisa tenta
E começa a escalar em direção a luz

Estranhos que passam na rua
Por ventura dois olhares separados se encontram
E eu sou você e o que eu vejo sou eu
E eu pego você pela mão
E te conduzo pela terra
E ajude-me a entender o melhor possível
E ninguém nos chama para a terra
E ninguém passa por lá vivo
E ninguém fala
E ninguém tenta
E ninguém voa ao redor do sol

E agora este é o dia da sua queda
Sobre meus olhos acordados
Convidando e me incitando a levantar
E através da janela na parede
Atravessam em raios de luz solar
Um milhão de embaixadores brilhantes da manhã
E ninguém canta para mim canções de ninar
E ninguém me faz fechar os olhos
Por isso eu abro as janelas totalmente.

(Pink Floyd)