domingo, 5 de junho de 2011

Poema Vitória da Conquista


Entre os meus arquivos de jornais que trabalho na dissertação do mestrado, encontrei um poema publicado no ano de 1977 no Jornal Tribuna do Café. Achei interessante e vou partilhá-lo aqui.

Só vitória,

Seria uma glória!

Nossa Senhora das Vitórias

Vai lhe dar mais glórias,

Vitória da Conquista!

De longe,

Do Planalto

Se avista.

Fascinando o turista...

Cidade fria e das flores

Aonde estão os meus amores?

Terra hospitaleira e boa

Só não gosto da garoa

Quando fina e fria

Vai caindo à toa.

Camilo de Jesus Lima,

Com a “mão nevada e fria da saudade”

Nos legou mais uma obra-prima.

Luis Silveira,

Meu poeta irmão,

De coração

Como vão as musas

Há no alto Peri-peri

Alguma Huri?

O poeta Herathósthenes Menezes

É quem ainda faz versos,

Maviosamente,

Muitas e muitas vezes,

Já não tenho inspiração!

Ando muito triste, meu amigo,

Nas ruas de Vitória da Conquista

Há muito mendigo.

Será que o prefeito

E a sociedade

Não podem acabar com essa calamidade

Com este horror?

Nossa Senhora das Vitórias,

Ajude a nossa gente,

Mande as suas graças

Para esse povo sofredor.

Mande as suas graças

Para que a chuva não falte mais;

Para que salve todos os cafezais

Que o povo plantou

E está plantando.

Nossa Senhora das Vitórias

Mande as suas graças

Para o povo plantar flores

Em todas as ruas

E em todas as praças.

Mande as suas graças

Para a grandeza de Conquista

Para toda coletividade,

Para que esta terra

Seja um Eldorado

E o turista fascinado

Exclame: como é linda essa Cidade.

Autor: Jayme Martins de Freitas


sábado, 4 de junho de 2011


O maravilhoso em ser historiadora, pesquisadora e professora, ao mesmo tempo é receber, de alguns poucos, o reconhecimento por meio de pequenas contribuições que vamos juntando e construindo uma grande formação....

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ilusões...


Andavas perdido pelas esquinas vans

Olhavas os sinais emanados do pó de movimentos humanos

Querias encontrar algo perdido há anos

Ansiavas por encontrar

Mas o tempo obscuro passou pelos seus signos

Roubou de ti o milagre de olhar pelas fendas dos redemoinhos.

Não havia passagens para o tempo do passado

A chuva lavou-as para confundir-te

E atormentar-te

Para fazer-te voltar

Ao lugar onde habitavas o teu descanso

Mas tu querias ventanias

Percorrer caminhos incertos

Viver desejos surreais

Envolver-te com planos herméticos

Para alcançar um mundo de ilusões.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia de Sol


Em um dia de sol

Um sorriso me encontrou.

Luz divina se fez presente

Irradiando a relva da minha alma.

Naquele instante passeei por campos floridos

Gente caminhando nos corredores, nas praças.

Um sonho nasceu daqueles raios solares

Que iluminavam minha pele branca.

Daquele sorriso de outrora

Nunca soube o que era.

Mas descobri que vinha dos campos de girassóis

Do orvalho das plantas nos tempos de aurora;

Do vento, quando beija as faces e desarruma cabelos.

O destino daquele sorriso era o infinito;

Uma busca contínua pelas vidas perdidas.

Um sorriso em um dia de sol,

Agora é uma eterna lembrança

Que alimenta sonhos de um futuro

Ansioso por chegar

E fazer de meu peito

Sua eterna morada.